GUINÉ-BISSAU REVOLUÇÃO PACIFICA VS REVOLUÇÃO VIOLENTA.


O Primeiro Ministro promete demitir-se da sua função caso houver mais violência contra movimento dos cidadãos conscientes e inconformados MCCI. Disse hoje presidente do mesma organização  depois do encontro  que durou mais que duas horas com Umaro Sissoco.  
Contudo, Sana Canté garante que a sua organização  vai desarmar suas manifestações    só quando for demitido o actual governo e consequente mente renuncia do presidente da República. 
Entretanto, o movimento teve ainda encontro com a Comissão especializada da Assembleia Nacional Popular para Assuntos Jurídicos, Constitucionais, Direitos do Homem e Administração Publica com intuito de informar sobre o acontecimento do passado dia 07 de Abril.

Recorde-se que, no mesmo dia 07, membros do referido movimento foram espancados  e outros detidos em algumas horas durante a vigília. Todavia,  o presidente do MCCI reafirmou em conferência de imprensa no dia 08-04-2017 em Bissau que a sua organização continua firme e determinada na luta contra qualquer forma de ditadura e tirania.
Para comprovar o facto, Sana Canté disse que a actividade do passado dia 07 foi apenas um breve ensaio para demonstrar que a manifestação que vai ser realizada de 20 a 23 do mês em curso será da absoluta vontade do MCCI contra José Mario Vaz e contra a visita do seu homólogo senegalês Mackie Sall ao país para um eventual assinatura do acordo para exploração do petróleo que fica entre zona fronteiriça de ambos países. Justificando o assunto, este responsável assegurou que, isto trata-se de um caso que foi tratado a nível de tribunal internacional mas, sem uma decisão concreta.

Canté adiantou ainda que, o presidente senegalês vem ao país para aproveitar a fragilidade da actual situação para rubricar acordo da exploração do petróleo em que a Guiné-Bissau vai beneficiar do quinze por cento e Senegal do oitenta e cinco por cento.
“A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental CEDEAO não reconhece o governo de Umaro Sissoco e tem pressionado o presidente JOMAV para cumprir o acordo de Conacri, portanto, Mackie Sall não pode servir de forma alguma duma pedra dentro de sapato para a exigência que CEDEAO está a fazer prestando apoio ao José Mario Vaz. No entanto, quem presta apoio ao JOMAV é inimigo do povo guineense e consequentemente será tratado de mesma forma que estamos tratar JOMAV” revelou.

Terminando a sua locução, Sana Canté disse que a sua organização vai continuar enfrentar JOMAV e os seus apoiantes de forma pacífica, contudo, ressalvou que quem fecha o caminho para a revolução pacífica ao mesmo tempo abre o caminho para a revolução violenta.

V/Redacção

Ass: macadri

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